quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ecos Latinos faz parceria com espetáculo teatral para agosto em SP

O Projeto Ecos Latinos, uma das iniciativas ligadas a imigrantes vem procurando levar a literatura latino-americana e cultura à cidade. E essa estratégia também inclui parcerias com outros meios culturais, como o teatro.

A mais nova ação é em conjunto com a Marba Goicochea, atriz peruana, responsável pela peça de teatro “O Mal Dito”, inspirado em "Os Cantos de Maldoror" de Isidore Ducasse.



Sinopse:

O Mal Dito é uma rebelião extrema contra a sociedade e o mundo, é uma visão do avesso, do abissal do perverso! Os cantos entoados são regidos pela lógica da metamorfose, repleto de paradoxos, representa a consagração do pensamento analógico, oposto a razão dualista, obedecendo à lógica do delírio, aliando-se a imaginação desenfreada e transbordante.

O Mal Dito está em cartaz no Teatro da Rotina nos dias 15, 16, 22, 23 de agosto, as segundas e terças. O teatro fica na Rua Augusta 912, São Paulo.
O valor da entrada para o espetáculo é de R$ 30, mas quem curtir a nossa página no Facebook e disser na bilheteria que aceitou o convite do Ecos Latinos para prestigiar a peça paga apenas R$ 10 de ingresso, para as primeiras quinze pessoas.

Essa já é a terceira vez que o Ecos Latinos promove uma parceria com uma companhia de teatro. A duas anteriores foram em 2015.

Espetáculo “O Mal Dito”

Interpretação e direção: Fransérgio Araújo

Data e horário: segundas-feiras e terças-feiras, 15, 16, 22, 23 de agosto, a partir do dia 02/07, às 21h.

Local: Teatro da Rotina - Rua Augusta 912, São Paulo (SP).

Entrada: R$ 10 com a promoção Ecos Latinos (inteira custa R$ 30)


Informações: (11) 3582-4479

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A dónde volver, la poesía peruana de Andrea Cabel

Andrea Cabel
A dónde volver
México, Paroxismo, 2016
84 págs.




Andrea Cabel (Lima, 1982) se dio a conocer en la poesía hace más de una década (Las falsas actitudes del agua, 2006), pero su voz había permanecido en silencio largos años hasta llegar a la madurez poética que supone A dónde volver (2016), una suerte de poemas reunidos que son una unidad de obra compuesta por lo que hubo antes, lo que ha habido mientras y lo que se apunta hasta lo próximo.

Del mismo modo que en este lado del Atlántico existen nuevos nombres (Luna Miguel, Laura Rosal, Carmen Crespo, Alicia Reina…) que empiezan a convivir estéticamente y con normalidad con voces de largo alcance y público fiel (Ana Merino, Yolanda Castaño, Vanesa Pérez-Sahuquillo, Ana Gorría, Estelle Talavera…) en una mezcla de voces que la periodista Marta Semitiel ha sabido estudiar con precisión y capacidad crítica, más allá del Océano que separa el mundo hispánico hace precisamente más de una década que el fenómeno se daba en idéntica proporción. De tal suerte que hace ahora diez años leí por vez primera a Andrea Cabel, a la que conocí en Madrid y en interminables llamadas telefónicas (Madrid-Lima) que, de haber sido grabadas, habrían dado para un libro de lo que fue de nosotros y de las letras cuando éramos jóvenes.




Andrea es el verbalismo directo, la ruptura del poemario convencional para experimentar la forma, el fondo y la edición (¿Cómo César Vallejo?); es el decir de una forma que no se decía en el Perú desde el ‘realismo mágico’ o ‘boom’; Andrea es el caligrama, el paratexto, la fuerza narrativa llevada a la poesía; Andrea es la pasión de sus temas personales expuestos en carne viva al público-lector: el amor, el desamor, la desazón, la desolación, la pasión…; Andrea es el verso en prosa y la prosa en verso: es lo que dice y cómo lo dice.

Me acerco ahora a este nuevo poemario que me sorprendió hace quince días y asisto a la máxima expresión de la autora, a la madurez de un proceso creador que nunca había parado. Bien es cierto que me paro detenidamente en el apartado que da título al conjunto, A dónde volver, con poemas como “Volver”, “once”, “habitación 309”, “patafísica”… y siento que he vuelto sobre los orígenes de la poeta, de las aquellas conversaciones sobre letras hechas poesía.

El poema que lleva por título ‘Howard in Waterworks’ resume la esencia poética de Andrea Cabel; no sólo la poeta que fue hace diez años, sino las inercias continuadas en su estilo, con la profundidad de la observación y de la palabra escogida con tiento y precisión. En este inédito (págs. 76-77), lo cotidiano se convierte en materia poética: el estilo directo (“vendí por ejemplo, nuestras conexiones a distancia”), el verbalismo directo presiden la composición (“entre la lluvia y la muerte he vendido nuestras cosas”). El poema, cuya impronta es una inteligente y elegante ruptura del poema y poemario tradicionales, mantiene una vanguardista ruptura con la puntuación tradicional, a la que quizás contribuye el encabalgamiento abrupto que supone todo el conjunto. Ese subjetivismo cotidiano (en el decir, en el nombrar y, sobre todo, en el cómo decir) acercan la palabra, la introspección de la poeta al lector: probablemente un hecho cotidiano (¿una ruptura?) se convierte aquí en una fórmula para nombrar, para componer este inédito que señala que “comienzo a morder la distancia de esta palabra suspendida”. Es cierto que me detengo en este poema, pero todo el libro, una gran agrupación de poemas vitales, vitalistas y ejemplificadores de la poesía de Cabel, viene a responder, además, a una poesía urbana, inteligente y cuidada.


A veces resulta complejo elegir qué voces o qué narradores de Hispanoamérica escoger, entre esa enorme proporción de escritores y poetas que, junto con nosotros, conforman la Literatura de 550 millones de hablantes. Hoy no puedo dejar de pararme y recomendar a Andrea Cabel y su A dónde volver. Simplemente, volver al poema.

Autor: Francisco José Peña Rodríguez (Universidad Autónoma de Madrid)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

21 Gramas: um texto belo, raro, indispensável, guerreiro e lírico.

Márcio Vidal Marinho, nascido e criado no Jardim Ângela, descobre o poder da palavra e sua magia na adrenalina poética que rege os encontros da Cooperifa.
Daí em diante, Márcio torna-se além de autor de uma poesia que surpreende  - e nos atrai irremediavelmente para um imaginário de alta densidade lírica e histórica, - um estudioso  da arte da palavra. Vai fundo e torna-se mestre pela USP discutindo a chave de sua estética: a poética da literatura periférica e a tradição literária brasileira. Tanto seus estudos  quanto sua poesia traduzem precisamente  esta tensão entre o novo e a tradição, entre a História do passado e os duros tempos de violência e desigualdade em que vivemos. 
É assumindo este caminho,  que 21 Gramas produz  um texto poético complexo, onde o passado e o presente históricos se superpõem em camadas de forte interlocução, e onde, ainda em registro polifônico, radicaliza-se permitindo que os duros tempos atuais de violência e desigualdade interpelem os ecos da História da escravidão no Brasil. 
Tecendo este imaginário, perguntas tornam-se leitmotiv em 21 Gramas.  A mais altissonante delas  coloca  uma questão que aqui torna-se epistemológica: “O que será um negro?” Que sentidos históricos, políticos, atávicos se enraízam nesta pergunta?  Pergunta que se desdobra e expande no poema  “Velho canto brasileiro”:
“A única palavra que ouço/Mas não entendo/É negro,
/
Negro, negro….Deve ser o que nos espera à frente /
Deve ser a morte
/O ódio
/O que é um negro, Zaci?”

Uma pergunta que ainda neste poema costura em pontos finos e entrelaçados uma guerra resiliente, que traz de volta a dor da diáspora agora sob “o engatilhar /de uma doze”.
Sua poesia  pulsa, num cenário de ferros e correntes, de mãos atadas, de brados guerreiros abatidos por esta dúvida que não se deixa calar.
Dúvida traçada por vozes inaudíveis, por sons inaudíveis, por palavras inaudíveis (sic, poema “No voice”). Mas que  persiste e se espalha pela margens da cidade  que  “Trazem as histórias do século XX
/ E o desprezo do XXI.” 
A poesia de Márcio Vidal Marinho nos proporciona um texto belo, raro, indispensável, guerreiro e lírico. Nos apresenta a poesia negra moderna e erudita de um tempo, como disse o poeta,  em que “os navios não são mais negreiros”.

Em 2015, 21 Gramas, recebeu, como trabalho inédito, Menção Honrosa, no 23° Programa Nascente da USP. Agora publicado, vai se tornar uma referência importante no panorama aquecido da nova poética da periferia. 

21 Gramas tem data marcada para seu lançamento. Dia 13 de agosto.
Estamos todos convidados!

Heloisa Buarque de Hollanda
Ensaísta, escritora, editora, crítica literária e pesquisadora brasileira. É autora de muitos livros, entre eles, Macunaíma, da literatura ao cinema26 Poetas HojeImpressões de ViagemCultura e Participação nos anos 60Pós-Modernismo e PolíticaO Feminismo como Crítica da CulturaGuia Poético do Rio de Janeiro; Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; ENTER Antologia Digital e Escolhas, uma autobiografia intelectual.



sexta-feira, 1 de julho de 2016

América Latina: Un eco literário

Discurso para lançamento de Daqui e Dali, por Robson Di Brito.



Discurso proferido no Lançamento da Antologia Poética “Daqui e Dali”, promovido pelo Programa Ecos Latinos.

Os mitos foram formados por seres espectrais que os traduziram em palavras, e foram todos situados em terras mágicas entre o humano e seu imaginário. Neste ápice da gênese literária humana, os povos autóctones Daqui e Dali criaram lendas que ainda nos intrigam.

Desta forma, constato: nós, América Latina, somos a pulsação da literatura. Antes mesmo de sermos bombardeados pela disciplinadora ciência, pela gananciosa ambição comercial, pela concupiscência política, pelo acaso do achado de terra, dito pelos europeus – somos literatura!

Depois, mais metafísica mitológica se imiscuiu em nossas terras. E abaixo do estalo arregimentado do sofrimento, o negro pintou a América, do norte ao sul, de mais mitos. Diante de tal espetáculo secular que enoja e inebria – não é à toa que o desenvolvimento da identidade americana, e aqui destaco, da América latina – é um dos principais fatos da idade moderna e significa um dos maiores desafios já apresentados à imaginação criativa.

As cartas, diários e literatura informativa estão repletos de fascínio e imaginação, que este “jardim do Éden” ou entrada dantesca para o inferno, produziu nos exploradores colonizadores. Comandamos os desejos, inventamos salvações e condenações para qualquer fuga que possa existir “extra-literatura”.

Assim em pleno desenvolvimento do século XX, enclausurados na tradicional literatura; como bravos descendentes de bárbaros (em seu sentido mais sublime) abrimos espaço para uma nova escrita. Emergimos de nossas experiências, que ora tangem nosso sexo, nossas dores, nossas alegrias e nossas esperanças – e num caldeirão formamos a literatura fantástica.

Sensíveis ao revés do tempo e do espaço, observadores perspicazes que somos, lançamos em literatura o espirito crítico, mas sempre envolto na sátira – porque sabemos sorrir e gargalhar, como ninguém no globo terrestre.

Como esquecer as elevações da imaginação subjetiva do romantismo de Simon Bolívar? E quando pensaríamos que um mestiço, autodidata, na margem da sociedade cunharia um dos maiores enigmas que a literatura produziu? Afinal, apenas Machado de Assis poderia nos afirmar: Capitu traiu ou não Bentinho?

Não saberíamos o que é o continente sem os cantos históricos de José María Heredia. E nossos costumes como americanos, quem foram os primeiros a registrar-nos? Não foi Darwin, já desconstruo seu “eurosonho”. Foi o mexicano José Joaquín Fernándes, o peruano Ricardo Palma, o argentino José Hernándes, o brasileiro José de Alencar, o equatoriano José Joaquín de Olmedo. Estes nos representaram antes mesmo que esta palavra ganhasse força na nossa contemporaneidade.

E como esquecer delas? Aquelas sensíveis mulheres que adentraram a alma e nos revelaram o que de mais fundo a literatura pode ir. Sem findar-se em fim. Seria muito estupido de minha parte não recordar as dicotômicas poesias da cubana Gertrudis Gómez. Ou as secas, mas quentes poesias da peruana Clorinda Matto. As modernas combinações linguísticas da uruguaiana Delmira Agustini, da argentina Alejandra Pizarnik. Os dilemas dos povos indígenas ganharam corpo na “multiescritora” mexicana Rosario Castellanos. E aqui, no Brasil, sobre palanques onde homens ditaram regras, ela se lançou como Pagu. Patrícia Galvão elevou o feminismo brasileiro para um patamar nunca visto: a literatura.

Outros tantos e outras tantas que nos invadiriam com suas palavras formaram o que chamamos de literatura latina americana. E hoje estamos aqui, nós, propensos autores descendentes desta safra genuína de grandes palavras.

Daqui e Dali; é muito mais que uma coletânea de poemas. É o grito guerreiro de um povo que emerge banhado pelos Oceanos Pacífico e Atlântico sul. Somos a forma da resistente, que mesmo diante do humor inglês que impera em nossos dias, ainda gargalha das vicissitudes que apenas a terra vermelha da América pode nos dar.

Somos mulheres e homens, moldados, mudados e transmutados pelos domínios surdos do controle econômico, mas que não se permitem deixar de criar. Somos o silêncio da desigualdade que escandaliza. A opressão das vozes seladas pelo poder – mas que se escancaram na literatura e bradam contra seus tosquiadores.

Esta noite, somos literariamente a voz da literatura latino americana.

Obrigado ao projeto Ecos Latinos por proporcionar tão sublime trabalho. Obrigado autores por impregnar nesta coletânea sua alma, e elevar sua voz. Parabéns àqueles que lerem este livro, você está recebendo a moderna alma latina em forma de literatura.

Muito obrigado.

Robson Di Brito

Pesquisador de literatura afro e afro-brasileira pela UFVJM. Organizador da coletânea de poemas “Iluminatus”, por Clube de Autores, 2013/SP. Coautor de “É duro ser Cabra na Etiópia” (Contos) com edição da atriz Maitê Proença, por Editora Agir, 2013/RJ. Autor de “Relacionamento com uma gata” (contos-crônicas), por Clube de Autores, 2014/MG; “A voz de Tina” (peça teatral), por Clube de Autores, 2015/MG e Mãe, Pai e Lógunède (Poesia), por Clube de Autores, 2016/MG.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O saber que transforma - lançamento

No dia 27 de agosto acontece o lançamento do livro-reportagem "O saber que transforma", na Bienal do Livro de São Paulo. 


A seguir, conheça mais detalhe sobre este livro:




Nivaldo, Tainá, William, Cleusa, Alípio e Sônia são seis brasileiros que, apesar de suas histórias de vida tão diferentes, apresentam um ponto em comum: a paixão pelo saber. Todos eles encontraram na escola e na busca pelo conhecimento o caminho que os levou à satisfação profissional e pessoal.
Até chegar a São Paulo para fazer faculdade e organizar seus saraus, Nivaldo venceu grandes distâncias no interior da Bahia. Tainá, apesar da pouca idade, já participou de projetos sociais importantes e tem uma visão bastante contundente sobre as dores da vida.
O professor William Sanches começou sua vida numa barraca na feira e de lá ganhou o mundo com seus livros, suas aulas e suas palestras. Cleusa foi à Índia e à França em busca de respostas; encontrou muitas, mas as mais importantes estavam dentro de si mesma. O professor Alípio encontrou muitas pedras, porém superou todos os obstáculos que a vida colocou em seu caminho. E finalmente Sônia, com um sorriso nos lábios, venceu todas as suas dores físicas e psíquicas para seguir sua vocação.
E, conforme as verdades de cada um vão sendo desveladas pela narrativa jornalística de suas biografias, todos enfrentam brigas, disputas e desilusões, mas vencem tudo com esperança, força e êxito. É através do conhecimento e da paixão pelo saber que eles se reencontram com a verdadeira essência de suas próprias vidas.



Jamil Alves é jornalista e linguista. Nascido na capital paulista, seu interesse por Jornalismo iniciou-se bem cedo, quando começou a lecionar Relações Internacionais na extinta Unimarco.  Depois de atuar em várias instituições, dentre elas a PUC de São Paulo, atualmente é professor na Universidade São Judas Tadeu e colaborador da Revista Onda Latina. Mestre em Linguística Aplicada pela PUC/ SP, é também especialista nas línguas espanhola e inglesa, tendo participado de importantes congressos e cursos, no Brasil e no exterior, com trabalhos acadêmicos publicados sobre os meios de comunicação, especialmente jornais e televisão.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

9ª edição da Jornada Internacional de Mulheres Escritoras

Da internet para o mundo. Foi assim que a carreira da autora Lilian Carmine, 37 anos, caminhou até sua trilogia The Lost Boys ser publicada em oito países pela editora britânica Randon House. A artista plástica começou a escrever seu romance juvenil-adulto em 2010, no Wattpad - site canadense para leitores e escritores. “Eu escrevia a história em inglês, porque queria alcançar um número maior de leitores”, conta a paulistana. O plano dela deu certo. Em 2012, atingiu o título de romance mais lido do portal canadense, com 35 milhões de visualizações.

Representante dessa nova safra de autoras, muitas delas descobertas por meio dessas redes sociais para publicação e divulgação de trabalhos independentes, Lilian é uma das participantes da 9ª edição da Jornada Internacional de Mulheres Escritoras. O evento ocorre nos dias 10 e 11 de junho, no teatro do Sesc Rio Preto. Com direção de Isabel Ortega, o encontro deste ano segue o tema Literatura em pauta: diversidades, questões sócio-urbanas e violência de gênero.

Reunindo escritoras de várias partes do Brasil e do exterior, a jornada tem como objetivo criar mecanismos que possam viabilizar uma melhor e mais eficaz comunicação e intercâmbio entre as redes de escritoras e divulgar a escrita literária e os trabalhos críticos de mulheres tradutoras, pesquisadoras, jornalistas, educadoras e até leitoras. De acordo com Isabel, um dos destaques desta edição é a participação de três jovens e talentosas escritoras.

Além de Lilian, a moradora de Porto Alegre Luisa Geisler e a rio-pretense Ana Carolina Jalles formam o trio da nova safra. Elas serão responsáveis pelas palestras Da Publicação Virtual para Publicação Tradicional, Gênero e literatura: por que ainda precisamos falar disso? e O gênero fantasia e a imaginação que te levam a outro mundo. Indicada ao Prêmio Nobel de Literatura, a escritora e poeta Lygia Fagundes Telles será homenageada no primeiro dia de jornada.

A atriz Tássia Camargo, que ficou conhecida por atuar em novelas nos anos 1980 e 90 como O Salvador da Pátria e Tieta, também faz parte do evento. Ela abre a jornada com uma performance dedicada à obra de Lygia. A gaúcha Luisa, 24 anos, escritora revelação neste ano, vencedora do Prêmio Sesc de Literatura na categoria conto e finalista do Jabuti, recebe o Prêmio Lygia Fagundes Telles, criado em 2009 para homenagear pessoas que estimulam e fortalecem a arte.

“Além de muito comentada por críticos e pessoas da área, pude verificar em suas entrevistas quão oportunos e importantes são seus objetivos, sua forma de visualizar e pensar valores humanos”, justifica Isabel. Leda Selma e Márcia Wayna Kambeba são outras autoras que engrossam o time brasileiro. Da Bahia, Leda falará sobre Sutilezas e Metáforas na Violência de Gênero. Já Márcia, indígena da tribo Omágua-Kambeba, do Amazonas, vai ministrará a palestra Entre Águas e Lágrimas Indígenas: Um Rio de Luta pela Identidade.

Além delas, estão confirmadas escritoras de Espanha, Colômbia, Equador e México. A abertura oficial do evento será no dia 10 de junho, às 10h30. A equipe de programação da jornada é formada por Cláudia M. Ceneviva Nigro, Edilene Gasparini Fernandes e Carmen Soller. O evento tem parcerias com o Sesc e os apoios da Unesp-Ibilce, Fatec e União Brasileira de Autores.

Ex-guerrilheira do M-19

Uma das escritoras estrangeiras que integram a 9º Jornada Internacional de Mulheres Escritoras, María Eugenia Vásquez tem muita história para contar. Formada em antropologia pela Universidade Nacional da Colômbia, ela é ativista social e política, investigadora e consultora em temas de memória, conflitos e paz, com foco nos direitos das mulheres.

Durante 18 anos, ela foi integrante do M-19 (Movimento Estudantes - Guerrilha Urbana), que surgiu na Colômbia nos anos de 1970, após o conservador Misael Pastrana Borrero ser eleito por 150 mil votos. Entre as ações do movimento estavam o roubo de 7 mil armas do principal quartel de Bogotá sem disparar um único tiro, e a ocupação da embaixada da República Dominicana, que tomou 60 reféns, entre eles 15 embaixadores.

Depois de militar ao lado do M-19, ela decidiu sair do movimento e se dedicar à construção da paz. Em 1998, recebeu o prêmio Testimonio, do Ministério de Cultura da Colômbia, com seu livro Escrito para Não Morrer. A obra será tema da palestra que María ministrará no segundo dia da jornada.


      
 Gabriela Alemán, escritora equatoriana.


Escritoras


Leda Selma (Bahia)
Natalia Carrero (Espanha)
María Eugenia Vásquez (Colômbia)
Márcia Wayna Kambeba (Amazonas)
Gabriela Alemán (Equador)
Alma Carla (México)
Lilian Carmine (São Paulo)
Luisa Geisler (Porto Alegre)

Ana Carolina Jalles (Rio Preto)

Fonte: Diário da Região - São José de Rio Preto.

terça-feira, 26 de abril de 2016

“Concerto para cavalos”, por José Inácio Vieira de Melo

A Luzeiro Filmes fez um vídeo do “Concerto para cavalos”, segundo poema do SETE do poeta alagoano José Inácio Vieira de Melo.

Confira:




Sobre o autor:



José Inácio Vieira de Melo (1968), alagoano radicado na Bahia, é poeta, jornalista e produtor cultural. Publicou sete livros de poesia, dentre eles Roseiral (2010), Pedra Só (2012) e Sete (2015), e duas antologias: 50 poemas escolhidos pelo autor (2011) e O galope de Ulisses (2014). Organizou as antologias Concerto lírico a quinze vozes – Uma coletânea de novos poetas da Bahia (2004) e Sangue Novo – 21 poetas baianos do século XXI (2011). Participa de várias antologias no Brasil e no exterior. Coordenador e curador de vários eventos literários, como a Praça de Poesia e Cordel, na 9ª, 10ª e 11ª Bienal do Livro da Bahia (2009, 2011, 2013). Tem poemas traduzidos para os seguintes idiomas: alemão, espanhol, francês, italiano, inglês e finlandês. Foi coeditor da revista de arte, crítica e literatura Iararana, de 2004 a 2008.