quinta-feira, 26 de outubro de 2017

[Poema] Amantes de día, de Patricia Vargas Philippon



Amantes de día

Tú y yo somos amantes de día,
Los ojos que se llaman,
Los cuerpos que se juntan ardientes,
En un compás aventurero.


Tú y yo somos amantes pasajeros,
De vez en cuando y llenos de deseos.

Dos cuerpos que se enredan,
Momentos de soltura y desapego,
Olvidándonos del mundo
Y solo disfrutando del momento.

Así me siento más tuya.
Así sin ataduras ni juramentos,
Así te quiero, libre y claro,
Con ese ardor que cala
del cuerpo al pensamiento.

Tú y yo somos amantes de día,
Después amigos, compartiendo
pasión, deseo, sin esa agonía,
de poner el corazón en intermedio.

Maria Patricia Vargas Philippon, peruana americana, vive en Miami, Florida, Estados Unidos. Amante de la poesía espera seguir escribiendo.

[Artes cênicas] Teatro da Neura encena “Sonhos do Absurdo” nesta sexta no Espaço N

Com direção de Michel Galiotto, peça é baseada na obra do escritor cearese Jorge Raskolnikov

Um casal estranho se reúne em um quarto para falar de crises existenciais. Um homem de meia-idade e uma adolescente, unidos por um laço nada convencional. Esta é apenas uma premissa da leitura encenada “Sonhos do Absurdo”, que será apresentada pelo Teatro da Neura nesta sexta-feira, às 20 horas, no Espaço N de Arte e Cultura.

Baseada na obra de mesmo nome, que foi escrita pelo cearense Jorge Raskolnikov, a produção é a estreia do ator Michel Galiotto, integrante da companhia teatral há três anos, na direção. Com classificação indicativa de 12 anos, a leitura tem entrada no esquema pague o quanto puder. O Espaço N fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano.

Além dos atores Fernandes Junior, Bianca Alves e Thaís Fernandes, o elenco conta com pessoas que já tiveram nenhuma ou pouca experiência com o teatro, como a dançarina Wanilly Karen e o jornalista Vinícius Amaral, que, no Teatro da Neura, exerce a função de produtor. A oportunidade do primeiro contato também se aplica ao técnico de luz Rogério Lima, que terá a oportunidade de fazer o design de luz da peça, e a maquiadora de filmes e comerciais, Michele Brito, estreando em maquiagem para teatro e a atriz Camila Ribeiro na concepção estética.

“O primeiro critério para as escolha do elenco foi o perfil. Depois, dentro desse perfil, decidi formar uma equipe de produção motivada com esse projeto. Assim, temos duas pessoas que nunca ou já tiveram alguma experiência com teatro e que acompanham a história do Neura, uma aluna da nossa oficina e dois atores do grupo. É uma oportunidade de intercâmbio artístico, inclusive, com o Rogério e Michele, que vivenciarão experiências muito diferentes”, comenta Galiotto. 

Para intensificar o clima nonsense da leitura, o diretor decidiu acrescentar mais dois personagens em relação à obra original. O autor do texto, o professor Jorge Raskolnikov, apoiou a iniciativa de Galiotto. “Acho tudo válido na encenação. Pode ser uma proposta interessante ver outros atores revezando os personagens. Quando recebi a notícia de que meu texto seria encenado, fiquei muito contente e mais entusiasmado para escrever e divulgar outras obras”, comenta.

Serviço
“Sonhos do Absurdo”
Quando: 27 de outubro
Horário: Às 20 horas
Onde: Rua José Garcia de Souza, 692, no jardim Imperador, em Suzano
Entrada: Pague o quanto puder



terça-feira, 19 de setembro de 2017

[Artes cênicas] Que a Terra Há de Comer

Teatro da Neura reapresenta “Que a Terra Há de Comer” no Espaço N


Grupo inicia as apresentações neste sábado, às 20 horas; peça fica em cartaz até 1º de outubro

O Teatro da Neura ocupa a sua sede, o Espaço N de Arte e Cultura, com a temporada de um espetáculo que integra uma de suas linhas de pesquisa: o Teatro Sociedade. Trata-se de “Que a Terra Há de Comer”, que fica em cartaz nos dias 23, 24 e 30 de setembro e 1º de outubro.

Baseada na obra “Vereda da Salvação”, de Jorge Andrade, a peça será apresentada às 20 horas e tem ingressos a R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço. O Espaço N fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano.

Dirigida por Fernandes Junior, “Que a Terra Há de Comer” convida o público para conhecer a história de uma ocupação, formada por ciganos, que, com a onda conservadora que assola o País, não consegue se organizar para que seus sonhos continuem vivos e se vê obrigada a lidar com a truculência do dono de suas terras, levando a todos a uma luta sem volta pelos seus direitos básicos.

“A falta de organização dos grupos para protestar pelos seus direitos continua sendo muito real. Por conta disso, se faz necessário tratar desse assunto e o texto de Andrade, que foi escrito entre os anos 1957 e 1963, vem muito a calhar”, comenta Fernandes, que também é diretor-geral da companhia teatral.

Segundo André Antero, que dá vida ao personagem Joaquim, a falta de organização dos personagens de “Que a Terra Há de Comer” ocorre por conta do fanatismo religioso. “Eles começam a se desunir quando um deles começa a viver em função da religião e deseja que todos do grupo sigam o mesmo caminho. É a partir daí que os conflitos se iniciam”, comenta.

Empoderamento
Em meio ao fanatismo religioso que impede a união dos personagens, há Artuliana, interpretada pela atriz Aline Ribeiro. A personagem tem como uma de suas principais características a força e o empoderamento, que a faz questionar sobre a desunião no grupo de ciganos. 

“A força que a personagem carrega é algo que foi buscado e praticado em sala de ensaio, mas que nasceu mesmo nas apresentações. A inspiração é a constante pesquisa sobre a mulher. A mulher cigana, a que busca empoderamento, a que assume posicionamento e atitude perante o social, as decisões e nas relações”, finaliza.

“Que a Terra Há de Comer” tem os atores André Antero, Aline Ribeiro, Bianca Alves, Michel Galiotto, Pedro Zanelli, Tamara Pinheiro e Cauê Drummond no elenco. A direção musical é de Alexandre Guilherme, o figurino de Thaís Fernandes, o cenário de Gilson Peres e a maquiagem de Antero. 

Serviço
“Que a Terra Há de Comer”
Quando: 23, 24 e 30 de setembro e 1º de outubro
Horário: Às 20 horas
Onde: Espaço N de Arte e Cultura, que fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano
Entrada: R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço


Atenção!

Quem curtir a página do projeto no Facebook e disser na bilheteria que aceitou o convite do Ecos Latinos para prestigiar a peça paga apenas R$ 6 de ingresso.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

[Poema] (A) Mar, de Joziane Soares de Sousa

(A) Mar

Sabe o que acho?
Que não sou mais riacho... Agora sou mar, De tão infinita que me tornei! Tem dias que sou calmaria, Tem dias que sou onda grande, Brava, arredia, tsunami! E é engraçado perceber Que mar que virei Agora eu te desoriento... Você entra em mim de um lado, E eu te jogo, eu te dou um caldo, Porque você não entrou do lado certo, O lado de dentro! Não me venha com oferendas, É respeito o que eu quero, Não venha à deriva, Porque eu só admiro, Quem entra em mim, Já sabendo onde quer chegar! Brincadeira você deixa pra piscina, Medo você tenha da enchente, Eu quero amor mar que ensina, a serenar o (a)mar de dentro da gente! Procurando um marinheiro só, Que entenda mais de laços, do que de nó!


Joziane Soares de Sousa, nascida em São Paulo, moradora de um bairro com jeito de cidadezinha do interior (Parelheiros) escreve como forma de terapia. Bacharel em turismo pouco trabalhou na área, já que queria mesmo não era viajar, era imaginar e escrever o mundo inteiro.

sábado, 26 de agosto de 2017

[Conto] Ropero, do escritor paraguaio Carlos Bazzano

Ropero

Enciende una cerilla de la cajita de fósforos; por un instante el fuego ilumina, levemente, su cara y el cigarrillo que empieza a fumar. El necesario calor del humo ingresa en sus pulmones; luego exhala el humo, que se sublima con el inicio del anochecer y el olor a alcohol. El anochecer inicia la rutinaria travesía de ocupar todos los rincones del pequeño cuarto sin luz eléctrica del departamento 2B de la calle Cerro Corá 641. Si mirase por la ventana vería los edificios iluminarse de bombillas de luz y neón, escucharía a lo lejos una riña callejera y el eco de los gritos de un vendedor ambulante ofreciendo sus últimas chipas. Pero Villasboa no mira la ventana, está recluido entre la cama y el ropero abierto. Fuma por inercia y a ratos toma con amargura su caña clandestina mirando fijamente el ropero y la habitación se llena de noche, recuerdos y pensamientos. «Y si te digo que te amo», dijo él, casi con todas sus fuerzas, casi sin ganas, sin mirarle a los ojos.

Ella, ya sin lágrimas, le dijo casi susurrando, casi gritando, una letanía en verso libre y desesperado:

—Y sólo continuar así, como dos perros, como dos ratas, como dos gatos, como mujer y hombre en celo, animales de asfalto sin más memoria ni rito que sobrevivir en la Asunción de cemento, sangre y asfalto, ya no más carajo, y sólo continuar así, como dos perros, como dos ratas...!

—Andate a la mierda —murmuró él, sin mirarle a los ojos. Ella se fue hace tres horas, tres meses, tres años, para siempre, y Villasboa está solo, fumando un cigarrillo, mirando el ropero.

El ropero era como un símbolo de tantas cosas y a la vez de nada, lo habían comprado juntos un domingo de una casa de préstamos prendarios después de una noche de timba. Contrataron un carrito y lo llevaron hasta el departamento de Cerro Corá. Ambos estaban borrachos, al llegar encargaron al vendedor de panchos que controle al carrito y al caballo para que nadie robe nada y con el conductor del carrito alzaron el ropero por las estrechas escaleras del edificio, tropezaron una, dos, tres veces; hasta que hubo un tropezón tan grande que el ropero cayó unos escalones y se rompió una de las patas de adelante. Rieron mucho, también rió el conductor del carrito que les empezó a contar chistes en guaraní sobre mudanzas. El ropero tenía dos puertas, una de él (con una foto de Charly) y otra de ella (con una foto de Janis Joplin y otra de Beauvoir). Las dos puertas del ropero están abiertas. Aún quedan vestigios de un mundo transitado solos y juntos: continúan dentro del ropero unos papeles tal vez de ella, tal vez de él, poemas sin inicio ni final ni ideas, una novela sin sentido e inconclusa, la notificación de desconexión de luz, la factura de agua que él no pagaría ni si tuviera el dinero, con unas ropas sucias y otras ropas limpias sin planchar, con una fotografía de Villasboa y sus amigos en algún bar, con una fotografía de ella, ella y su sonrisa triste e irónica, con unas monedas, con una rosa marchita que alguna vez fue roja, con su vida. «Sin más memoria ni rito que sobrevivir», recuerda Villasboa, y mientras recuerda toma un trago y piensa: «sobrevivir, o sobremorir, sobrevolar la muerte quizá. Buscando como dice la canción “un trago para ver mejor”, para ver mejor. Buscando un bar para sobrevolar la muerte, ver mejor, para hacer esas peligrosas piruetas en el cielo del infierno. Sí, en la capital de la angustia, en el Edén de la amargura. Un trago con ella en el Edén de la amargura. Qué tiempos aquellos, qué tristes pero verdaderos; los primeros perros, las primeras ratas, los primeros gatos, el primer hombre y la primera mujer en el último bar del Edén donde aprendimos a ver y llorar y reír en un mundo de tonalidades de negro, gris y casi blanco. Pero “ya no estás más a mi lado corazón” canta un anciano borracho en una esquina de la soledad». Definitivamente el ropero está vacío. Definitivamente Villasboa está solo. Ella ya no está a su lado, él está sin ella. Villasboa mira el fuego de la cerilla, mira la caña, mira el ropero vacío, mira el absurdo y la rabia, «ya no estás más a mi lado corazón» murmura, canta, grita, revienta la botella contra el ropero. Villasboa grita con rabia, con amargura enciende una nueva cerilla y la tira en el ropero, el fuego abrasa lentamente los papeles mojados con alcohol y orfandad, abrasa la madera, abrasa a Villasboa que abraza al ropero, y Villasboa llora o grita. La pata floja del ropero cede. El ropero cae. Caen en la cama que empieza a arder y el fuego de la cama los abrasa y Villasboa grita con rabia, amor, dolor, y toda la habitación se ilumina.



Carlos Bazzano. Nacido en 1975, escribe poesías y cuentos. En el año año 99 participó en la Antología Generación de los 90, Editorial Ombligo del Mundo. Desde el año 2000 al 2002 participó en la Antología Poesía Joven, a cargo de la escritora Susy Delgado. En el año 2006 participó en la Antología Narrativa Anales Urbanos, Editorial Arandurá. En el 2008 gana el Concurso Nacional de Cuentos El Cabildo. En el año 2014 presentó junto al escritor Eulo García el poemario Hasta ahí nomás/Descartes. A principios del 2015 participó en la Antología Poetas por Km2 del Centro Cultural Juan De Salazar. Ha colaborado en revistas alternativas y centros culturales alternativos de Asunción desde el año 1996 hasta la actualidad. En Mayo del 2015 presentó desde la Editorial Arandurá el libro Q.E.B.D. (Que en bar descanse)
                                                                             

[Poema] Caminho, de Ronnaldo Andrade

Caminho

Muitas vezes nos enveredamos em caminho que não conhecemos com o propósito de conhecê-lo. Ao mesmo tempo que o iremos conhecendo, também vamos sendo conhecidos. Tudo é muito cauteloso. E ao passo que nos sentimos confiantes e preparados para pecorrê-lo até o final, envolver-nos-emos em desvendar o que outras pessoas tiveram a oportunidade e não fizeram.
O caminho que para nós é desconhecido pode nos proporcionar momentos agradáveis, prazeres eternos, descobertas que irão além do nosso imaginário e nos faz refletir sobre quem somos, o que queremos ser, o que queremos para nossas vidas, o porquê queremos e, assim revela-nos os nossos "eus" irreveláveis.
Não tenhamos receio nem deixemos de trilhar pelo caminho desconhecido.

Mesmo que as nuvens cubram partes​ do azul do céu, não irá impedir que o sol ilumine e aqueça a terra.



Ronnaldo Andrade é formado em Letras e vice tesoureiro  da Academia Mundial de Cultura e Literatura (AMCL). Em 2014 lançou seu primeiro livro solo "Na Casa do Sertanejo"

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

[Poema] Pupilas do olhar, de Lilian Oliveira


Pupilas do olhar

Ser feliz com o hoje...
o agora; o necessário; o provisório; o ilusório
Efetiva mudança
acorda a esperança
Afetiva utopia ao encontro
No esboço da felicidade
Caminhamos a sua procura
Em ânsia... em agonia para encontrá-la
como o noivo em noite de núpcias apressa-se a desposar sua esposa.
A felicidade está no abstrato da vida
Onde o dinheiro não pode comprar
Não é produto de consumo
É a ternura no brilho dos olhos de quem se ama
O terno sorriso
A singeleza de alma
A alegria voluntária
É o estar
É o ser
É o tudo que lhe faz sentir -se vivo e grato

A felicidade está nas pupilas do teu olhar!

Lilian Oliveira, é pedagoga, poeta e graduanda da disciplina de Geografia. Mãe do Luis Vinicius; da Lilian Quézia e da Ana Luíza. É professora de Educação Infantil no CEI Nossa Senhora Rainha da Paz.